A missão de defender seu direito de ser você no mundo é árdua. A missão de expor o que se pensa, o que se sente é cansativa. A coragem de sermos verdadeiros precisa ser maior do que as nossas carências e expectativas em relação ao outro.
Não são os outros que nos impedem, é o que esperamos que venha de fora diante do que trazemos de dentro. Queremos ter certeza que haverá reconhecimento sem nos conhecermos de fato.
Passamos boa parte da jornada sendo apenas projeções do que esperam de nós, porque como bebês sentimos que sem o acolhimento do outro podemos morrer. Não, não morremos.
Conhece-te a ti mesmo e ninguém irá te tirar do seu centro, porque você o conhece. Coragem é agir com o coração, com o que pulsa em você.
Como ter coragem se estamos o tempo todo fugindo de nós mesmos? Como legitimar o que conquistamos se na nossa balança o peso maior está no prato do julgamento alheio? Como conhecer seus limites e desejos se estamos sempre nos anestesiando pra evitar o sofrimento de olhar pra parte de nós que nos guia de forma velada?
Jesus não foi adorado por todos. Muitos morreram em nome de Jesus. Jesus foi morto por trazer a verdade, mas a sua verdade mudou a forma de muitas pessoas pensarem e agirem. A sua verdade o matou.
Então como dizer que ser autêntico é leve e divertido? Não, não é tão simples e fácil. É libertador, o que é diferente de ser mágico.
A verdade vos libertará e a ferramenta pra isso e, sem dúvida, a fé e a coragem. Jesus foi um ótimo professor, uma pena que o Cristianismo tirou o brilho do legado do homem Jesus Cristo o mostrando como um símbolo de sofrimento que devemos observar alimentando em nós culpa ao invés de admiração.
Jesus não foi adorado por todos.
